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A cultura prevencionista e a percepção ao risco

A cultura prevencionista e a percepção ao risco

 

“Não há palavras nem frases que possam
nos manter seguros, há somente ações”
(Autor Desconhecido)

Lembro de há muito ter ouvido um discurso no filme Premonição (1999) no qual o orador dizia que todos tendemos a imaginar o momento de nossas mortes em um futuro distante numa tarde cinzenta de nossa velhice… Uma visão bem romântica de nosso momento final!

Logicamente não quero trazer mal agouro, porém cada ato inseguro praticado, cada negligenciamento das medidas de segurança e cada fechar de olhos ao risco nos distanciam desse fim romântico e nos aproximam de um fim prematuro e traumático.

Não venho aqui ditar regras de conduta para determinados cenários de risco (afogamentos, deslizamentos, acidentes rodoviários, etc.) venho aqui apelar para o instinto de sobrevivência e autopreservação de cada leitor. Venho chamar atenção aos riscos que cada incapaz sob sua tutela está submetido no momento dessa leitura que o distrai. Venho elevar o nível de alerta de tantos quanto eu possa, nível este adormecido frente a uma modernidade que nos abre o olho para telas e vitrines e nos cega ao risco periférico.

Infelizmente nós, brasileiros, temos o hábito de sermos reativos e não preventivos. Somos movidos a tragédias como se tivéssemos o pernicioso vício de esperar o motor do desastre para impulsionar nossa ação (vide tragédias como incêndios nos Edifícios Andraus e Joelma, Canecão Mineiro e Boate Kiss). Todos esses eventos trágicos trouxeram importantes mudanças no campo da prevenção contra incêndio e pânico.

Esperamos a resposta do Poder Público e nos omitimos e até mesmo criticamos a atuação desse mesmo Poder que nos determina instalar sistemas preventivos, nos fiscaliza e nos multa quando nossa omissão perdura. Porém, quando o desastre ocorre, as agências responsáveis são execradas em praça pública e nós somos apenas vítimas de um desastre “imprevisível”.

É necessário deixarmos de transferir a outro a responsabilidade que nos cabe. É necessário que sejamos preventivos no pré-desastre ao invés de reativos no pós-desastre. Por fim, é necessário que abandonemos nossa zona de conforto porque enquanto estivermos nela a vida continuará invariavelmente desconfortável e perigosa, tal como é.

Guilherme Cantelle Lopes Paiva, 2º Tenente BM – Comandante do 4º Pelotão BM – Leopoldina

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