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Atividades celebram Dia da Luta Antimanicomial em Leopoldina

Atividades celebram Dia da Luta Antimanicomial em Leopoldina
Crédito da foto Para José Augusto Cabral

Equipes do CAPS III estiveram na Praça General Osório apresentando trabalhos artesanais desenvolvidos por pacientes terapêuticos. Passeio e Confraternização também fizeram parte da programação.

Da Redação

 A Secretaria Municipal de Saúde de Leopoldina, através do Centro de Atenção Psicossocial III Leopoldina (CAPS III), celebrou nesta quinta-feira, 18 de maio, o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, data na qual se comemora a substituição do modelo hospitalocêntrico (antigos manicômios), por uma rede de serviços territoriais de Atenção Psicossocial, como o CAPS III e o Serviço Residencial Terapêutico, em Leopoldina.

De 09h00 às 15h00, equipes do CAPS III, coordenados pela Superintendente de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde, Ana Carla Alvarenga Pimentel, estiveram na Praça General Osório apresentando os trabalhos artesanais desenvolvidos pelos pacientes que residem na residência terapêutica da Rua Lucas Augusto e pelos que são assistidos pelo CAPS III, localizado na Rua Omar Resende Peres, s/nº, no Bairro São Cristóvão. Logo depois, pacientes e as equipes multidisciplinares participaram de um passeio de trenzinho pelas ruas de Leopoldina. Após o passeio, uma confraternização na Casa de Leitura Lya Botelho marcou o encerramento das atividades.

Ana Carla Alvarenga Pimentel considerou que a programação foi bastante positiva. “Estamos muito felizes com os resultados do evento. A população foi muito receptiva com os pacientes e acreditamos que ações como esta que desenvolvemos no centro da cidade contribuem para desconstruir uma imagem que ainda permanece na sociedade em relação aos pacientes de saúde mental, que infelizmente ainda são associados a comportamentos agressivos. Tratados adequadamente eles são pessoas adoráveis”, comentou a Superintendente.


De acordo com as informações obtidas pela reportagem, atualmente 10 pacientes residem na residência terapêutica e outros têm acompanhamento do CAPS, através de assistência médica, psicológica, equipe de enfermagem, retornando para suas casas à noite. Durante sua permanência no CAPS III Leopoldina, os pacientes participam de grupos terapêuticos, oficinas, produção de artesanatos, passeios visando a reinserção social dos usuários, atividades de lazer, etc.

O CAPS III Leopoldina é um serviço de caráter aberto, constituído por uma equipe multidisciplinar, que realiza atividades em grupo e atendimentos individuais. Constitui-se como um lugar de referência e de cuidado com o objetivo de promover a vida comunitária e a autonomia das pessoas com sofrimento psíquico decorrentes de transtornos mentais graves e persistentes e dependentes químicos. Uma luta pelo cuidado em liberdade, visando à garantia de direitos a reabilitação e inclusão social dos portadores de transtorno mental e usuários de álcool e drogas.

O CAPS III funciona de segunda a sexta, das 08h00 às 18hoo. Durante os finais de semana e feriados, o atendimento é feito na Casa de Caridade Leopoldinense.

18 de Maio – Dia Nacional de Luta Antimanicomial

    O Movimento de Luta Antimanicomial se caracteriza pela luta pelos direitos das pessoas com sofrimento mental. Dentro desta luta está o combate à ideia de que se deve isolar a pessoa com sofrimento mental em nome de pretensos tratamentos, ideia baseada apenas nos preconceitos que cercam a doença mental.

O Movimento da Luta Antimanicomial faz lembrar que como todo cidadão estas pessoas têm o direito fundamental à liberdade, o direito a viver em sociedade, além do direito a receber cuidado e tratamento sem que para isso tenham que abrir mão de seu lugar de cidadãos.

Por esta razão o Movimento tem como meta a substituição progressiva dos hospitais psiquiátricos tradicionais por serviços abertos de tratamento e formas e atenção dignas e diversificadas de modo a atender às diferentes formas e momentos em que o sofrimento mental surge e se manifesta.

Esta substituição implica na implantação de ampla rede de atenção em saúde mental que deve ser aberta e competente para oferecer atendimento aos problemas de saúde mental da população de todas as faixas etárias e apoio às famílias, promovendo autonomia, descronificação e desinstitucionalização.

Além dos serviços de saúde, esta rede de atenção deve se articular a serviços das áreas de ação social, cidadania, cultura, educação, trabalho e renda, etc., além de incluir as ações e recursos diversos da sociedade.

O Movimento da Luta Antimanicomial teve seu início marcado em 1987, em continuidade a ações de luta política na área da saúde pública no Brasil por parte de profissionais e saúde que contribuíram na própria constituição do SUS. Naquele ano a discussão sobre a possibilidade de uma intervenção social para o problema da saúde mental, especificamente, dos absurdos que aconteciam nos manicômios ganhou relevância, permitindo o surgimento específico deste movimento.

Em 1987 estabeleceu-se o lema do movimento: “Por uma sociedade sem manicômios”. O 18 de maio foi definido como o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, data comemorada desde então em todo o país.

Outra conquista importante foi a aprovação, em 2001, da Lei 10.216, de autoria do então deputado Paulo Delgado, após anos de discussões e resistência dos setores mais retrógrados. Esta lei preconiza a reestruturação da atenção em saúde mental, defende os direitos das pessoas que necessitam de tratamento e propõe a criação de serviços que ofereçam este tratamento sem que isto signifique exclusão da vida social ou perda dos direitos e do lugar de cidadão.

O Movimento da Luta Antimanicomial caracteriza-se pelo seu cunho democrático, contando com a participação ativa e efetiva dos usuários de serviços de saúde mental, seus familiares, profissionais, estudantes e quaisquer interessados em defender uma postura de respeito aos diferentes modos de ser e a transformação da relação cultural da sociedade com as pessoas que sofrem por transtornos mentais.

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