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Bons Presságios


COLUNISTAS

Por Orlando Macedo

O título deste artigo foi tomado de um livro de Neil Gaiman e Terry Pratched. É um livro interessante onde um anjo e um demônio se unem para evitar o juízo final. E sobre isso é a reflexão da semana. O texto ia se chamar tolerância, mas achei a palavra feia. Tolerar cria barreiras. A reflexão é sobre aceitação.

A escolha foi porque cada vez vejo mais barreiras a nossa volta. Política, religião, futebol, costumes. Tudo hoje parece ser motivo de discórdia. Está tudo ficando cinza, cansativo. Então vou falar de música.

Ontem a tarde, ao som do violão do Sílvio, ouvia Luiz Gonzaga. Eu comecei a gostar de Luiz Gonzaga quando comecei a viajar e a trabalhar com caminhoneiros. E cada música dele toca a gente fundo quando a gente está na estrada. Logo em seguida veio um Roberto Carlos, paixão da minha mãe. Lembrei dos natais da minha casa, onde ela era sempre presenteada com um disco dele. Também passamos por Noel Rosa, Dolores Duran, que meu pai trazia pra gente através do teatro de revista. Ouvi uma nova para mim, que minha esposa conhecia, do Chico Boiadeiro. Na sexta já havia ouvido Guns N´ Roses com o Warley.

Descobri que gostava de tudo. Na verdade, cada uma delas me tocou na vida, em um momento certo, da maneira certa, com as pessoas certas. Porque cada vez que ouvi uma delas pela primeira vez estava no lugar propício. E vi que todas, cada uma ao seu modo, eram boas. Abrindo um parênteses, a Cabala fala sobre isso: encontrarmos o tom certo para cada momento de nossa vida, e, quando encontramos esse tom, as coisas boas começam a acontecer.

Qual o problema então, de aceitarmos tudo? Sim, se aceitamos tudo, não ficamos presos a dois lados de uma questão: temos vários caminhos diferentes! E, cada qual, levando a uma realidade nova onde tudo pode se misturar.

É da aceitação do fato de que tudo junto é melhor que deixo com vocês os bons presságios do domingo. Os dois vieram de uma publicação de economia, Brazil Journal. Sim, de uma publicação técnica de economia e falam de sociedade! O primeiro é um projeto social apoiado por grandes empresários onde se trabalham crianças sem perspectiva para inserção social. A diferença do Gerando Falcões é que o resultado é cobrado e controlado com modernas técnicas de administração para que exista resultado positivo sempre. Até o Lehman está nessa.

O último presságio me tirou lágrimas dos olhos. Dois times rivais de basquete, um de uma escola classe média alta, outro da periferia. O da periferia ganhou o título, mas abriu mão da vitória pois não poderia desfrutar do prêmio: jogar em outro estado. Sabendo disso, cada pai do time perdedor se cotizou. Fizeram doações, vaquinhas e campanhas. E mandaram o time adversário para a disputa.

Sim, nós temos jeito. Uma semana cheia de ótimos presságios para vocês!

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