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Esporte e Informação

COLUNISTAS

Por Orlando Macedo

 

Tive a sorte de ter tido uma criação multidisciplinar. Meus pais nunca me negavam conhecimento. Por isso as escolas que estudei sempre procuravam estar na vanguarda do conhecimento. (É claro que isso teve forte influência de meus pais, tanto na escolha de colégios quanto no acompanhamento).

No Stella Maris, escola onde fiz o primário, a Educação Física não se limitava a futebol. Tínhamos um currículo completo, incluindo atletismo e aulas teóricas. E uma destas aulas, em algum ano perdido da década de 70, víamos um vídeo onde se mostrava a educação física como uma parte integrante e importante da formação dos jovens. Estes jovens eram selecionados de acordo com suas habilidades, para então serem destinados a um esporte mais específico, condizente com sua compleição física e suas habilidades. Todos faziam esporte, era (e é) parte importante da formação do indivíduo.

Década de 70!

Corta para o Brasil, 2017. O COB publicou esta semana que o sistema de federações não está conseguindo revelar talentos para o esporte. Que precisa mudar seu sistema e ir atrás de escolas e secretarias de educação. Um ano depois da Olimpíada. Mais de 30 anos depois de um vídeo de escola.

Estamos atrasados. E muito. Esse atraso já está na segunda geração. Pais já não reconhecem a função do esporte. Pais tiram filhas de um esporte competitivo para não “deformar o corpo” (o que aliás, é totalmente incorreto, com dois ou três googles você percebe isso). Esquece a formação. Esquece a integração. Esquece a vivência que só o esporte trás. Esquece a disciplina e o comprometimento com regras. Redes sociais pode, nadar não pode.

E o futebol? Crianças de 12 e 13 anos, sem rendimento escolar. A preocupação dos pais? Manter em uma escolinha em que algum eventual olheiro quiçá descobrirá a criança. Com futebol a chance de sucesso é mínima. Sem educação a chance de fracasso é total.

Preocupa também a inércia de toda cadeia educacional. Ministério, secretarias, governos, professores e coordenadores. Não há sequer um mapa ou algum estudo decente. Acreditem, eu procurei. As leis de incentivo ao esporte em todos os âmbitos limitam-se a resultados esportivos. Que, obviamente, são e continuarão sendo ruins. E se você acredita que 7 x 0 foi sorte, você está no caminho errado.

Mas hoje foi um dia de reflexão. Minha parte tem se limitado a conversar com os pequenos que participam de meus eventos ou que convivem com meus filhos. Incentivar, apoiar, desafiar. Tem sido pouco. É pouco. Vou ter que fazer melhor.

E você, pai ou educador? Você está fazendo sua parte? Qual esporte seu filho pratica? Ele está sendo um complemento da educação? Ele está desafiando seu filho? Fazendo ele crescer e amadurecer?

Responder a estas perguntas é um começo. Depois reflita o que você espera do amanhã. E se o seu filho estará preparado para isso.

 

FUPAC LEOPOLDINA
FUPAC LEOPOLDINA