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Garimpando o Cemitério


ARTIGOS

Por Natan Yaveh*

“O lugar mais rico do mundo é o cemitério, pois lá estão enterrados os mais belos livros que nunca foram escritos, musicas que nunca foram compostas, empresas que nunca saíram do papel. O cemitério é o lugar mais rico, pois lá existem fortunas e mais fortunas que nunca foram conquistadas”.

Até ouvir esta frase, Matias era uma pessoa normal; fazia suas coisas ia para o trabalho todos os dias, mas algo aconteceu na vida de Matias que tirou ele da posição de pessoa comum, para a posição de pessoa extraordinária. Um belo dia Matias entrou no escritório do seu patrão pediu as contas, pois iria arriscar no próprio negócio.

Saiu rindo de lá, feliz da vida e um mês depois ninguém acreditou quando viu, mas na capa da “Forbes” estava a foto de Matias seguindo o titulo “Garimpeiro do submundo”, foi à edição mais vendida até hoje, afinal todos queriam saber como um rapaz do interior conseguira alcançar aquele nível com apenas vinte e um anos de idade.

(Repórter) – Matias, o que você vez que lhe rendeu tanto dinheiro?

(Matias) – Eu sempre ouvi dizer que o cemitério escondia ideias preciosas que teriam mudado o mundo, com isso desenvolvi essa maquina que me permite garimpar essas riquezas e assim eu vou mudando o mundo.

(Repórter) – De todas as maquinas que eu vi essa é a mais inovadora, aparenta ser um celular antigo, com tela sensível ao toque. Explique como funciona esse aparelho.

(Matias) – Eu apenas entro no cemitério, ativo o aparelho e ele faz o download de todas as informações que preciso, os projetos que ele baixa vem com o nome do individuo que o possuía, endereço da família e outras informações.

(Repórter) – Você hoje é considerado o homem mais inovador de sua geração e há quem diga que vai demorar muito para surgir uma tecnologia tão inovadora quanto a sua. Mas enquanto isso não acontece você continuará ajudando pessoas ou pretende utilizar sua maquina apenas em beneficio próprio.

(Matias) – Com essa maquina que criei, eu escrevo cerca de dez livros por semana, tanto que os maiores Best-sellers que estão nas prateleiras tem meu nome. Já tenho mais de vinte e cinco empresas e solucionamos metade dos problemas globais, tudo isso garimpando o cemitério. Parte da renda que arrecado eu encaminho para a família do defunto. Graças a essa invenção eu trabalho a maior parte do tempo em casa e faço o garimpo apenas uma vez por semana.

(Repórter) – Você tem algum conselho para as pessoas que te admiram?

(Matias) – Tenho sim, não se preocupe com seus sonhos e nem com seus projetos, pois se você não tiver fé suficiente para realizá-los no presente eu os realizarei num futuro próximo.

*Natan é natural de Ubá, já morou em Vitória/ES e atualmente reside em Leopoldina. O texto acima trata-se de uma ficção para que os leitores reflitam sobre a situação dos moradores de rua em todo o país. 

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