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HOMENAGEM: Luizinho Barbeiro completa 56 anos de profissão no mesmo salão desde 1959


Em entrevista exclusiva, Luizinho conta passagens de sua juventude, comenta sobre a Praça Félix Martins da década de 1950 e relembra os amigos, dentre eles Serginho do Rock.

Um dos mais antigos barbeiros em atividade no município de Leopoldina, Aloízio Lopes ou “Luizinho barbeiro”, como é conhecido por todos, trabalha desde a década de 1950 no mesmo ponto, uma tradicional barbearia localizada na Praça Félix Martins, ao lado de onde funcionou a Rodoviária. Através do saudoso Oldemar Montenari, teve a oportunidade de iniciar na profissão, ofício que aprendeu e pelo qual se encantou, cativando uma fiel clientela que se transformou em amizade. O VIGILANTE ONLINE conta a história deste leopoldinense que no próximo dia 18 de julho completará 76 anos de idade.

Há praticamente 60 anos ele exerce a profissão de barbeiro. Aloísio Lopes, nascido em 1940 na localidade de São Lourenço, é filho de Manoel Lopes e Emilia Lopes Mineli. É pai de Natalia, Daiane e Roberto.

  Nossa entrevista começa na barbearia do Luizinho. Sempre rodeado de amigos, Luizinho conta que seu pai mudou-se com a família para Leopoldina quando ele tinha 6 anos de idade. Logo, começou a trabalhar como engraxate no estabelecimento de propriedade do senhor Oldemar Montenari, um amigo do seu pai.

Nossa conversa ultrapassa os limites da barbearia e avança pela região central da cidade. Durante a tranqüila caminhada, Luizinho faz uma pausa e aponta para o encontro da Rua Cotegipe com a Praça General Osório, dizendo: “Eu comecei engraxando sapatos ali, onde está aquela lanchonete. Tinha uns 7 ou 8 anos de idade. Havia 5 caixas de engraxar e eu tomava conta das 5 caixas”, explicou.

   Segundo Luizinho, depois de uns 5 ou 6 anos, seu Oldemar (foto)  lhe deu a chance de praticar a profissão de barbeiro: “Ajudava nos dois comércios que pertenciam ao Sr. Oldemar, um na General Osório e outro na Félix Martins, onde estou até hoje. Em 1959, aos 18 anos, entrei no Tiro de Guerra. Foi o ultimo ano do Tiro de Guerra em Leopoldina. Deram a ordem pra acabar com ele em Leopoldina”, acrescentou.

Durante o período em que prestava o serviço militar no Tiro de Guerra, estava faltando um barbeiro no outro ponto, em frente a Praça Félix Martins, e foi aí que Luizinho começou a trabalhar com o Zé Barbeiro e o Jaci. “Eu era o mais novo. Jaci faleceu. Zé Barbeiro, o Zé Bigode, passava a mão no bigode toda hora, o bigode da praça, era demais, brincava com todo mundo, colocava apelido em todo mundo. O pessoal gostava dele, pessoa boníssima”. Luizinho faz uma breve pausa, como se voltasse no tempo, e prossegue: “Essas recordações mexem com as emoções. Ele me deu muito conselho. Quando me via triste, preocupado com a vida, ele chegava perto de mim e falava: “Mantenha a calma meu filho, precisa manter a calma na vida”. Me ajudou muito. Me sinto muito emocionado; ele me ajudou muito na vida. Primeiramente o Sr. Oldemar me ajudou, depois o Zé Barbeiro”, comentou.

“Luizinho” durante o período em que prestava o serviço militar no Tiro de Guerra em 1959.

     O VIGILANTE ONLINE – Quais as recordações que você tem da Praça Félix Martins?
“O que eu me lembro da praça? Existia uma estrada de ferro que passava aqui, e onde é a Caixa Econômica Federal era a sede do escritório da estação ferroviária, e em frente existia uma estação, uma barraquinha e tinha uma barraca de jornal. O trem de ferro ia lá no outro canto virar. Depois, nesse meio tempo a estrada de ferro acabou. Ouvia o trem de ferro chegar e ouvia a buzinação. Era demais, não dá pra esquecer. O jardim era um local onde as pessoas iam se divertir, bater papo. O meio do jardim era muito claro, em frente a barbearia era muito claro. Do outro lado tinha uma rua muito escura. Trabalhei 29 anos lá com o Zé Barbeiro, depois ele faleceu e agora meu filho trabalha comigo. Um dos clientes que lidava muito com a gente era o Dr. Zé de Melo, brincava muito com a gente, era muito atencioso.”

É comum numa barbearia observarmos várias pessoas conversando sobre política, futebol, dentre outros assuntos, mas Aloísio afirmou que nunca participa de discussões sobre política, religião ou futebol, justificando que se ele discutir com algum freguês criará um ambiente crítico contra ele mesmo. “Simplesmente me dedico ao trabalho, pra agradar as pessoas que procuram o meu serviço”, argumenta.

Durante muitos anos, Luizinho praticou caminhadas e corridas, muitas vezes em companhia de Serginho do Rock, outro apaixonado pelo esporte. Homem de fé, freqüenta há muitos anos o Centro Espírita Amor ao Próximo, localizado na Rua Manoel Lobato (Rua da Grama) e onde originalmente residia seu fraterno amigo Oldemar Montenari. Luizinho Barbeiro, mais que uma testemunha ocular da história de um belo período de Leopoldina, insere-se neste contexto como um de seus personagens.

Luizinho Barbeiro, mais que uma testemunha ocular da história de um belo período de Leopoldina, insere-se neste contexto como um de seus personagens.
O VIGILANTE ONLINE com Júlio Cabral.

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