TOP BANNER INICIAL ASAS E SOL E NEVE PIT STOP
TOP BANNER INICIAL ASAS E SOL E NEVE PIT STOP
TOP BANNER INICIAL ASAS E SOL E NEVE PIT STOP

Homenagens ao craque de futebol Zezé marcam o sábado (31) em Recreio


Um dos grandes jogadores do futebol brasileiro dos anos 80, o recreiense Zezé, que nos deixou em 2008, receberá homenagens em sua terra natal neste sábado (31), com a inauguração de um busto e a realização do jogo comemorativo no Estádio Euvaldo Lodi – Campo do Recreio.
Zezé, no auge da carreira, vestindo a camisa do tricolor.

A partida entre a Seleção de Recreio X Amigos do Zezé contará com vários jogadores Fluminense (RJ) dos anos 80, entre eles Paulo Goulart, Edvaldo, Tadeu, Paulo Roberto, Rubens Galaxe, Deley, Mário, Pintinho, Cláudio Adão e outros. Além do jogo, às 15h00, haverá também a inauguração do busto em reverência ao jogador no Largo Santo Antônio às 13h30.

As homenagens ao grande nome do nosso futebol são uma realização da Prefeitura Municipal de Recreio, do Conselho Municipal de Esportes e dos Amigos do Zezé, com apoio do Lions Clube de Recreio.
 
A história do craque Zezé
 
Nascido em Recreio no dia 30 de maio de 1957 e registrado como Antônio José da Silva Gouvêa, o popular Zezé, era filho de José Gouvêa Leite e Nilza da Silva Gouvêa, já falecidos. Teve como irmãos, Joilza e Luisinho (já falecidos), Rosa, Cristina, Jorge, Nilzinha, Alcer e mais à frente o filho Vinícius.
Morou durante toda a sua infância à Rua Gonçalves Neto, também conhecida como Pindura Saia. Ali cresceu brincando de bolinha de gude na Pracinha do Cruzeiro (hoje Largo Santo Antônio) e correndo atrás das peladinhas nos campinhos de futebol da cidade. Na adolescência foi jogar na Escolinha do Ideal Esporte Clube, coordenada pelo Sr. Gambeta, e mesmo sendo um dos mais franzinos, o garoto Zezé era considerado um dos mais habilidosos da sua turma. Um dos principais incentivadores da sua afinidade com a bola era o irmão Luisinho, falecido prematuramente jogando pelo Nacional de Muriaé (MG).
Com talento e se destacando em jogos contra meninos maiores do que ele, o agora jovem Zezé, despertou o interesse de olheiros do Fluminense F.C. (RJ) e aos 17 anos ele deixava Recreio rumo ao Rio de Janeiro.
Ao chegar ao clube carioca, o recreiense foi efetivado pelo Técnico Pinheiro na ponta-esquerda do time infanto-juvenil, devido ao seu grande potencial ofensivo. Em pouco tempo ele já era o principal destaque da categoria de base do Fluminense e com a saída de Rivelino e Paulo César Caju, Zezé chegou ao time principal, com elogios de vários comentaristas esportivos da época.
As boas atuações de uma das maiores revelações do futebol brasileiro daquele período o fizeram chegar até a Seleção Brasileira em 1979, comandada por Cláudio Coutinho, participando de três jogos, dois amistosos, 6 a0 contra o Paraguai, no Maracanã, quando ele entrou no segundo tempo no lugar de Éder; e 1X1 contra a Seleção Baiana, com Zezé jogando os 90 minutos na Fonte Nova. No final de 1979, o ponta-esquerda recreiense voltou a vestir a camisa da Seleção desta vez no jogo da semifinal da Copa América de 1979 no empate de 2X2 diante do Paraguai, no Maracanã. Zezé entrou no segundo tempo no lugar do meio campo Tita, mas não impediu a desclassificação do Brasil que tinha perdido o primeiro jogo em Assunção.
Em 1980, o craque Zezé foi um dos destaques do Fluminense campeão carioca, marcando três gols naquela competição. Já em 1982, o “Guarani realizou a troca do meio campo Ângelo pelo ofensivo ponta-esquerda Zezé”, assim destacou a Revista Placar daquele ano e com o ataque formado por Lúcio, Jorge Mendonça, Ernani Banana, Careca e Zezé, o Guarani ficou em terceiro lugar no Campeonato Brasileiro, sendo desclassificado na semifinal pelo time que seria o campeão daquele ano, o Flamengo. Zezé marcou quatro gols naquele Brasileirão. Neste mesmo ano, o ponta-esquerda se transferiu para o Flamengo, mas antes disso uma bateria de exames feita pelo cardiologista Nabil Ghorayeb, especialista em Medicina do Esporte e que coordenava o Sport Check-up do HCor “Hospital do Coração”, constatou que ele tinha problemas cardíacos. Zezé então passou a fazer uso de medicamentos e continuou a sua carreira como jogador, passando por Ceará, América Mineiro, XV de Piracicaba, Santo André, Blumenau, Ribeiro Junqueira, Barra Mansa e Paduano, nunca deixando de atuar pelos times de sua cidade natal, Recreio Esporte Clube e Ideal Esporte Clube.
Zezé “pendurou as chuteiras” em 1992, iniciando a carreira de treinador, passando pelo Nacional de Muriaé e também pelo Recreio E.C. e no dia 30 de dezembro de 2008, logo após uma caminhada matutina, feita regularmente, o maior jogador de futebol da história de Recreio e um dos grandes nomes do futebol brasileiro dos anos 80, nos deixou, vítima do coração.
Na família de Zezé, os irmãos Luisinho, Alcer e o filho Vinícius também jogaram futebol, com os dois últimos chegando a atuar profissionalmente por grandes clubes do Brasil.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura Municipal de Recreio. Com informações de Alcer Gouvêa.

posts relacionados