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Leopoldina com Carinho


COLUNISTAS

Por Orlando Macedo*

Comecei o artigo desta semana três vezes. A ideia era um artigo sobre as obras da cidade. Tentei uma abordagem técnica. Não deu certo. Porque não era isso que eu queria falar. Descobri agora o quê e como dizer. Vindo de fora, talvez seja mais fácil do que para o leopoldinense que viveu aqui a vida inteira. Leopoldina é linda e tem que continuar assim.

Qual o gabarito que tenho para dizer isso? Nove cidades no currículo. Nove cidades de todo o tipo. Cidades grandes, com todo o caos urbano. Cidades pequenas. Cidades turísticas, cidades industriais. Passei por muitos lugares e posso dizer: Leopoldina é linda.

O que falta? Carinho pela cidade. A cidade tem uma história fantástica, envolvendo poeta, Presidente da República, escravos, grandes fazendas. Tem um presente importante, estamos no calendário nacional de parapente, no encontro de motociclistas. Vamos receber uma dupla famosa em nossa cidade. Com 50.000 habitantes, não é coisa para qualquer um.

Mas mesmo assim, nas ruas, ainda ouço: vá acostumando, isso aqui é Leopoldina.

Pois bem, me recuso a acostumar. Vou insistir no desejo de morar aqui, de fazer as coisas acontecerem. E conclamo aqueles que gostam da cidade e que tiveram a pachorra de ler até aqui a tentar uma coisa diferente: durante uma semana, uma semana apenas, não falar nada pejorativo sobre a cidade. Olhar tudo de bom que acontece. Se você achar difícil, dá um pulinho na APAE. A APAE está em festa, você vai encontrar sorrisos verdadeiros de quem sabe o que é dificuldade mas está aí, festejando. Então se inspire na APAE e comece a ver Leopoldina como ela realmente é.

O segundo exercício é mais difícil: vamos viver em Leopoldina como invejamos a vida de outras cidades. Vamos não jogar lixo no chão. Sim, funciona. Não precisa de multa para funcionar, precisa de civismo. E vamos mostrar que temos. Vamos também parar na faixa de pedestres e respeitar sinais e leis de trânsito. Qual é, não é tão difícil assim, concorda?

E por último, vamos nos concentrar em nosso ofício. Vamos ensinar aos nossos jovens não só a matéria, mas a civilidade. Vamos em nossa empresa incentivar o comportamento cívico. Como servidores públicos, vamos procurar sempre o melhor caminho para a cidade e para o cidadão. Sem críticas ou exasperações. Se é certo, façamos.

Leopoldina é linda, repito. Que nosso povo, ou seja, cada um de nós, seja tão lindo quanto a cidade.

*Natural do Rio de Janeiro, Orlando Macedo Neto reside há um ano e meio em Leopoldina, onde é gerente industrial da empresa Sol & Neve e nas horas vagas atua com o objetivo de promover eventos esportivos. 

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