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Mãe de um daltônico


 

COLUNISTAS

Por Márcia Dinnis

Há mais ou menos dois meses tivemos a confirmação do diagnóstico de Daltonismo ou Discromopsia (termo técnico) para o Raphael. Na verdade desde que ele entrou pra escola havia uma certa desconfiança, inclusive cheguei a pedir duas professoras para observá-lo já que ele confundia as cores, mas nunca tivemos a resposta positiva e nem as culpo por isso afinal se você apresenta as cores primárias em separado ele acerta todas, e como ele ainda era muito pequeno poderia ser apenas falta de atenção da parte dele. 

A desconfiança maior veio esse ano quando em dois testinhos na escola atual ele coloriu de roxo algo que era pra ser pintado de azul, perdendo ponto pelo erro mas assim que ele viu a nota e como aluno aplicado que ele é me fez um pedido à princípio estranho mas que na hora me deu um estalo: – Mãe, compra lápis com cores mais fortes pra mim?! 

Chegando em casa conversei com meu marido e pesquisando na internet chegamos ao teste de Ishihara (http://www.daltonicos.com.br/daltonico/teste.html) , um teste simples, fácil e que praticamente confirma o diagnóstico, porem só a ida ao oftalmologista pode dar absoluta certeza e foi o que fizemos posteriormente.

Pra quem não sabe ainda do que estou falando o Daltonismo é um deficiência que gera dificuldade na percepção das cores, inclusive existem três tipos (protanopia, tritanopia e deuteranopia) sendo que as pessoas que possuem o mesmo tipo podem enxergar as cores de maneiras distintas ou seja além de tudo existem graus diferentes de Daltonismo.

Confesso que como mãe a princípio caí no choro não pela deficiência em si porque perto de tantas outras isso realmente não é nada, mas mais pela preocupação em saber que o mundo em que vivemos não é tão aberto para aquilo que não é considerado “normal”. Quem me conhece também sabe que não sou dada a dramas e nem permito que Raphael use isso para se fazer de coitado ou para ter algum benefício, ao contrário hoje em dia ele mesmo fala que é Daltônico e quando tem dúvidas em relação as cores na escola pede ajuda aos coleguinhas e a professora sem tentar levar vantagem em cima disso (aliás uma ressalva aqui para a escola que prontamente nos acolheu e ajuda o Raphael sempre que necessário e que inclusive reviu os pontos que ele perdeu nas provas).

Pesquisando na internet e lendo alguns relatos a gente encontra muitas situações engraçadas por quais os daltônicos passam (vou colocar alguns links abaixo), o próprio oftalmologista que atendeu o Raphael brincou com ele dizendo que quando ele escolher uma roupa pra vestir sempre perguntar a alguém se está combinando, o que ele faz constantemente, mas muito mais pelo fato de ser leonino #vaidoso do que por ser daltônico. Mas também há relatos preocupantes como o que li onde uma professora puxa o braço de uma criança para que ela “aprenda” de uma vez por todas as cores.

Aliás vivendo tão de perto o Daltonismo em minha humilde opinião eu acho que as escolas deveriam fazer o teste de Ishihara na alfabetização pois assim evitariam constrangimentos por parte dos alunos daltônicos que muitas das vezes são taxados como “idiotas” ou “burros” por simplesmente não acertarem as cores ou atividades inerentes a elas, até porque em minhas pesquisas li que 20% dos daltônicos nem sabe que são!

Fato é que o daltonismo ainda é muito negligenciado e não é tão simples quanto a gente pensa só você imaginar uma criança na aula de Artes ou um adolescente interpretando mapas e gráficos na aula de Geografia, eu mesma confesso que estou aprendendo a entender o mundinho do meu filho, faço um milhão de vídeos e quase todos os dias faço a pergunta que os daltônicos mais escutam: que cor é essa? 

Então se algum dia você encontrar com alguém na rua vestindo uma calça roxa com uma blusa amarelo limão e um tênis laranja se não for algum integrante do Restart (quem lembra?!) pode ser um daltônico feliz da vida indo encontrar a namorada hehehe…

Escrevo esse relato pois queria deixar um pedido como mãe, conversem com seus filhos sobre as diferenças, plante o amor no coraçãozinho deles, diga o quão sem graça seria o mundo se fôssemos todos iguais e que nenhuma diferença é maior que a alegria de compartilhar a vida com quem cruza nosso caminho e aos educadores estudem um pouco o assunto vocês não sabem como o diagnóstico precoce e o entendimento dessa deficiência pode ajudar crianças e adolescentes!

Pra quem tiver interesse segue links de relatos engraçados e bem humorados, existem também alguns artigos (poucos, infelizmente) no Google pra quem quiser se aprofundar.

http://lucianinelson.blogspot.com.br/…/daltonismo-e-nos.htm…

http://painerdpaiheroi.blogspot.com.br/…/relatos-de-uma-cri…

http://m.huffpostbrasil.com/…/16-fatos-que-provam-que-a-vi…/

http://miltonribeiro.sul21.com.br/…/o-que-ve-e-como-se-sen…/

 

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