Manifestantes fazem ato contra reforma da Previdência em Leopoldina e região

Manifestantes fazem ato contra reforma da Previdência em Leopoldina e região

Reforma prevê mínimo de 65 anos para reivindicação de aposentadoria.

  Manifestantes de sindicatos e de vários movimentos populares de Leopoldina e região realizaram ato de protesto, nesta quarta-feira, 15 de março, contra a Reforma da Previdência proposta pelo presidente Michel Temer (PMDB). Os manifestantes começaram a se concentrar no início da manhã em cidades como Cataguases e Recreio. Em Leopoldina os manifestantes se reuniram por volta das 12h00 na Praça Professor Botelho Reis e seguiram sentido ao centro da cidade. No início do encontro começou a chover no local, o que segundo as informações, impediu a chegada de mais participantes.

O movimento faz parte do Dia Nacional de Paralisação, que acontece simultaneamente em outros municípios e estados do país. Professores sindicalizados, servidores públicos, membros do Sindicato dos Bancários de Cataguases e Região e outros diversos seguimentos aderiram ao movimento em Leopoldina.

Manifestantes fazem ato contra reforma da Previdência em Recreio Foto: Leonardo Ribeiro/Site Pólis

Capital
A concentração começou cedo na Praça da Estação em Belo Horizonte, depois os manifestantes seguiram para a Praça Sete e foram em direção à Praça da ALMG, onde aconteceu uma audiência pública. Beatriz Cerqueira, presidente da CUT Minas e coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, informou que no próximo dia (20), haverá um café com os deputados federais, na Assembleia Legislativa, às 9h00 “Queremos que eles se pronunciem contra essa reforma”.

Reformas do governo federal

O governo Temer detalhou, no fim do ano passado, pontos da reforma que quer promover na Previdência Social. O texto em apreciação no Congresso Nacional prevê, entre outras coisas, o estabelecimento de 65 anos como idade mínima para os contribuintes reivindicarem a aposentadoria.

Ainda em 2016, o governo federal apresentou uma proposta para também mudar a legislação trabalhista. Uma das ideias é permitir que negociações coletivas se sobreponham à lei. Em caso de acordo entre patrão e empregado, por exemplo, a jornada de trabalho poderia chegar a até 220 horas.

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Fotos: Elizete Borela

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