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Motociclista mineiro completa volta ao mundo no mês que vem

Viagem começou em 2002 e agora, em julho de 2017, José Carlos de Oliveira chegará ao último destino: Alasca.

Na adolescência, o empresário mineiro, José Carlos de Oliveira, de 59 anos, desejava ser hippie, mas o pai acabou por coibir sonho juvenil. “Fui trabalhar, formei família, sou casado e tenho cinco filhas, e deixei isso para depois”, comenta o empresário. Hoje, anos depois, o empresário expressa sua liberdade sobre duas rodas, com o objetivo de conhecer o mundo inteiro. Já foram 41 países, todos em cima de uma moto. E no dia 15 de julho, deste ano, Oliveira parte para a última etapa do seu projeto : “Caminhos do Mundo Sobre Duas Rodas”. Ele partirá de Miami com objetivo de alcançar o Alasca, na América do Norte.

MOTOCICLISTA VOLTA AO MUNDOEssa viagem começou a ser traçada em 2002, quando o motociclista partiu em uma expedição para Machu Picchu, mas no meio do caminho conheceu um companheiro que o convenceu de ir até o Alasca. Oliveira acabou aceitando o convite e partiu para empreitada. “Depois de dois dias pensando, topei a parada, com a mesma grana, documentos e equipamentos. Para economizar passamos a dormir só em barracas, quando o hotel ultrapassasse os 3 dólares e faríamos nossa própria comida também quando o custo fosse acima de 2 dólares”, comenta o motociclista. Mas, naquela ocasião, por não ter se planejado, não passou pela fronteira dos Estados Unidos com o México, por não possuir visto.

Em 2003, o empresário resolveu organizar o que seria uma volta ao mundo, e dividiu em etapas. Começou pela América do Sul. No outro ano, fez uma viagem pelo Oriente Médio e Ásia, e depois, em 2008, fez uma expedição pela Europa, indo até a Sibéria, completando 41 países, muitos KM rodados, divididos em cinco motos diferentes, muita história para contar, e alguns sustos.

No Oriente médio, Oliveira passou por dificuldades. “O Irã, na época, não possuía nenhuma relação com o Brasil. Para conseguir visto foi bem complicado. Já no solo do país passei por um grande aperto: fotografei um monumento que não era permitido fotografar. Policiais me levaram, vasculharam minhas coisas e demoraram para me liberar”, relembra.

Perrengues como esse foram muitos que o Oliveira passou em suas viagens. Ele relembra de um quase assalto na Bolívia. “Estava em Santa Cruz De la Sierra, dormindo em uma borracharia, quando um homem se aproximou e descobriu que eu estava viajando. Me pediu por dinheiro, vasculhou minha moto e não encontrou”, conta.

O empresário diz que apesar dessas dificuldades, é muito satisfatório para ele viajar. “Gosto de conhecer novos lugares, novas pessoas. Faço questão de experimentar comidas típicas e cada lugar que vejo é uma emoção nova!’ , exclama Oliveira e diz estar bem ansioso para última etapa de sua volta ao mundo.

Preparação. “Vou terminar o que comecei há 15 anos atrás. Mas agora bem mais preparado. Pela primeira vez, tenho todo trajeto programado, sabendo onde vou dormir”, comenta. E completa: “Viagens como essa necessitam de uma longa preparação. Que passa da organização das finanças e documentações à preparação física”, explica Oliveira, que passa por longo treino de condicionamento físico e uma dieta balanceada. Essa última etapa irá durar cerca de 60 dias, e o motociclista irá completar 43 países.

Perguntado sobre novos projetos, ele afirma que irá descansar depois da viagem, mas planeja fazer uma expedição pelo perímetro do Brasil, em 2018. E depois, em 2020, Oliveira pretender percorrer a Oceania.

O VIGILANTE ONLINE
Fonte: Jornal O Tempo, com Franco Malheiro.

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