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O adeus à professora Sônia Marino

“Dona Sônia”, como era carinhosamente chamada pelos seus alunos, dedicou sua vida à educação e ao trabalho assistencial em Leopoldina. Estava com 86 anos e faleceu no domingo em Montes Claros, Minas Gerais.

adeus a professora sonia marino 2Faleceu no domingo (8), em Montes Claros – Minas Gerais, a Senhora Sônia Marino, figura muito querida junto à comunidade de Leopoldina, onde viveu com a família e desenvolveu relevantes serviços nas áreas social e educacional. A informação do falecimento da professora, que lecionou em várias escolas de Leopoldina, chegou à redação do jornal O Vigilante Online nesta segunda-feira através do Sargento Souza, da PMMG, seu ex-aluno. Em sua mensagem o militar comenta que “Dona Sônia”, como carinhosamente era chamada pelas crianças que com ela conviveram na Creche Santa Luzia, no Bairro Santa Cruz em Leopoldina, era considerada por ele e tantas outras crianças como uma segunda mãe.


Nascida em Pirapetinga no dia 6 de janeiro de 1931, na última sexta-feira (6) Dona Sônia completou 86 anos de idade. Filha do casal Miguel Marino Filho e Aracy Pacheco Marino, Dona Sônia era viúva do Sr. Osvaldo Alves de Oliveira.

O casal teve os filhos Paulo e José Miguel. Era irmã de Suely Marino Lopes, Sílio Marino (da Padaria Marino, localizada na Praça da Bandeira) e Selma Marino. De acordo com as informações de sua irmã Suely, que reside em Pirapetinga, Dona Sônia estava hospitalizada em Montes Claros, quando faleceu. Em depoimento concedido ao jornal O Vigilante Online, a Senhora Suely enviou uma mensagem de agradecimento aos leopoldinenses pelas manifestações de carinho: “Minha irmã Sônia tinha uma verdadeira paixão por Leopoldina. Sempre amou as crianças e as pessoas mais necessitadas que precisavam de apoio. Eu estou sem palavras neste momento, mas gostaria de acrescentar que durante toda sua vida, Sônia foi apaixonada por Leopoldina e pelas pessoas desta terra querida”, declarou.

Sônia Marino participou de diversas iniciativas sociais no município de Leopoldina, dentre elas as atividades da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) e da Casa Betânia, fundada por ela juntamente com o Padre David José Reis e o casal Paulo Benatti e Clarice Equi Benatti, à época do prefeito Márcio Freire. Esta instituição era mantida pela Prefeitura Municipal com o apoio da comunidade católica da Igreja do Rosário e oferecia às mulheres, dentre outros serviços, assistência médica, psicológica e aulas para as crianças. Em agosto de 1998, Dona Sônia foi homenageada em Leopoldina com a colocação de seu nome na “Casa Lar de Apoio à Criança e ao Adolescente Sônia Marino”.

Valéria Equi Benatti, afilhada de Batismo de Dona Sônia, comentou: “Grande perda para Leopoldina! Dona Sônia era desprovida de vaidades e seu único objetivo era ajudar os menos favorecidos. Gostava das crianças como se fossem seus filhos. Sua casa vivia cheia de crianças, ex presidiários, e as mulheres da Casa Betânia. Nunca, jamais vão existir pessoas como Madrinha Sônia, meu pai Paulo Benatti e minha mãe Clarice. Fui criada no meio deles. Aprendi a conviver na mesma mesa que eles. Por isso os “Moradores de Rua” de Leopoldina são meus amigos. Esta é a lição que aprendi: Amar ao Próximo. Sei que Jesus em sua infinita misericórdia a acolheu de braços abertos! Saudades eternas!”

O sepultamento da Senhora Sônia Marino foi realizado nesta segunda-feira (9), na cidade de Pirapora, onde ela residia com seu filho José Miguel.

O VIGILANTE ONLINE
Júlio Cesar Martins

Postado às 20h08
FIC CATAGUASES

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