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O Esporte Competitivo e a Formação do Indivíduo

COLUNISTAS

Por Orlando Macedo*

Na faixa etária de 7 a 9 anos, os pequenos começam a ser confrontados com os esportes competitivos. Nosso instinto protetor natural muitas vezes nos leva a tentar evitar a competição, pelo medo da derrota, mas será esse o caminho correto para as crianças?

O esporte traz em si muitas lições. Primeiro, o domínio do corpo e das habilidades motoras. E nesta etapa, falando da inteligência psicomotora, começamos a notar a diferença entre as diversas crianças em suas aptidões esportivas.

Mas o esporte não se limita ao trabalho do corpo. Quando bem desenvolvida, a iniciação esportiva trabalha o convívio em grupo, a visão espacial, o raciocínio lógico. Trabalha também a psicologia do ganhar perder, das atitudes perante o sucesso e a frustração.

Ora, se o trabalho esportivo já nos traz essas benesses, qual o por que desta tal competição?

Respondo isso olhando nossa vida adulta. Quantas vezes nosso sucesso depende de sermos capazes de nos entregar acima do esperado para uma oportunidade de trabalho, uma promoção, um prêmio interno? E é nesse ponto que o adulto que passou por um processo esportivo competitivo (ou, adotando as palavras do Professor Hudson, o treinamento de alta performance) começa a levar vantagem sobre os outros. Tanto é fato que em um currículo nos Estados Unidos, por exemplo, a participação em equipes esportivas ou artísticas é mandatória.

E a resposta a tudo isso é simples: o esporte competitivo nos leva a desafiar nossos limites. Se fazemos bem, encontramos alguém que faz melhor. Temos que reiniciar, buscar novas formas, novos caminhos. E, quando estamos brilhando novamente, descobrimos alguém melhor. Somos obrigados a treinar mais, a estar de corpo e alma naquele objetivo, a lidar com vitórias e derrotas e a descobrir que podemos nos dedicar sempre mais um pouquinho.

Há também a dedicação e a disciplina. Competir exige abnegação. Exige o respeito a horários, exige deixar de ir a uma festa, exige abrir mão de outras coisas. Para treinar. Para competir.

E cada cicatriz dessa, traçada pelos caminhos tortuosos das competições, nos torna mais fortes, nos torna imunes as tempestades que enfrentamos a cada dia, nos faz levantar a cabeça quando todos mais já desistiram, nos faz ter raça quando preciso, ou mesmo parar para ajudar um companheiro. Este é o ser humano que surge.

Então, quando o coração apertar achando que os desafios das crianças são grandes, pensem no futuro, quando os desafios de verdade chegarem: seus filhos estarão preparados?

*Natural do Rio de Janeiro, Orlando Macedo Neto reside há um ano e meio em Leopoldina, onde é gerente industrial da empresa Sol & Neve e nas horas vagas atua com o objetivo de promover eventos esportivos. 

FUPAC LEOPOLDINA
FUPAC LEOPOLDINA