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Seminário em Leopoldina destacará o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)

Seminário em Leopoldina destacará o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)

Município conta com aproximadamente 1.418 propriedades rurais, mas somente 4 agricultores familiares participam do PNAE, fornecendo abóbora, banana, cenoura e feijão. 

SEMINARIO PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR
Durante o evento serão realizadas palestras e um chamamento aos produtores rurais para participarem do Programa. Ricardo Reis Junqueira, Diretor Comercial da COOPLESTE (esq) e o presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS), Djanir Baquero (dir), acompanharam a entrevista com o extensionista Cimar, realizada na sede da Cooperativa Leste. Foto: Júlio Cesar Martins/O Vigilante Online

No próximo dia 30 de março, às 14h00, o escritório da EMATER MG em Leopoldina, juntamente com o Conselho Municipal de Segurança Alimentar, realizarão no auditório da Câmara de Vereadores de Leopoldina um Seminário sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O evento, que abordará as funções do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (COMSEA) e sua representatividade, será aberto pela Secretária Municipal de Assistência Social, Maria do Carmo Brandão Vargas Villas e terá como palestrantes a nutricionista da APAE Leopoldina, Kerlen Teixeira, que falará sobre o tema Boas Práticas de Higienização de Alimentos, o extensionista da Emater – MG em Leopoldina, Cimar Onofre Barbosa, apresentará o tema Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), ocasião em que fará um chamamento aos produtores rurais para participarem desse Programa, um dos objetivos do Seminário. Também proferirão palestras a presidente do COMSEA, Flávia Ribeiro Pereira, sobre a valorização da agricultura familiar, e o engenheiro agrônomo Gílson Barbosa Caminate, representando a Secretaria Municipal de Agricultura de Leopoldina.

cimar emater foto julio cesar martins o vigilante onlineDe acordo com Cimar Barbosa (foto), o PNAE garante ao agricultor familiar preços de mercado ao adquirir seus produtos através das escolas públicas do município e do estado. Em entrevista concedida ao jornal O Vigilante Online, o extensionista esclareceu que tanto as escolas municipais, quanto as estaduais, são obrigadas a usar no mínimo 30% dos recursos disponíveis para comprar merenda dos agricultores familiares, “isso no Brasil inteiro“, destacou Cimar, acrescentando que os agricultores familiares locais podem vender para o município de Leopoldina e também para municípios vizinhos, o que abre um leque para estes produtores. “Esta é uma grande possibilidade para que o agricultor familiar consiga vender os seus produtos a preços de mercado“, observou Cimar.

Estima-se que Leopoldina possui atualmente 1.418 propriedades rurais, grande parte delas de agricultura familiar. Entretanto, os números são reveladores, uma vez que o município conta apenas com 4 produtores que participam do PNAE, já entregando banana, cenoura, abóbora e feijão. “Temos a Associação de Ribeiro Junqueira que vende leite em pó, em pacote, para todo o Brasil. Quase 70% do leite produzido em Leopoldina vem da agricultura familiar e é preciso lembrar que o leite é a base da economia do município”, comentou Cimar. Os agricultores familiares que atualmente participam do PNAE são das regiões de Abaíba, Serra das Palmeiras e Tebas.

Indagado a respeito dos motivos que levam ao número reduzido de produtores que participam do PNAE em Leopoldina, Cimar argumentou que ocorre um conjunto de fatores, como a falta de informação e divulgação, logística, assistência técnica e a parte burocrática. “A Emater tem que cadastrar os produtores através do PRONAF e só quem enquadra no PRONAF pode participar do PNAE“, afirmou. Para participar do Programa Nacional de Alimentação Escolar é preciso que o produtor tenha uma DAP, que é um enquadramento ao Programa.

Cimar declarou que, normalmente as escolas municipais e estaduais lançam os editais com a quantidade dos alimentos que vão comprar no início do período letivo. “Às escolas municipais o produtor entrega os produtos direto no Centro de Distribuição da Prefeitura, localizado na Chácara Dona Euzébia. A Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Educação, faz um edital dizendo quais os produtos que ela quer e envia este edital para várias entidades, inclusive para a Emater. Neste caso, nós chamamos estes produtores que têm interesse em entregar cenoura, abóbora, banana, e eles fazem um contrato com a Prefeitura e entregam os produtos. No caso das escolas estaduais, o produtor tem que ir em cada escola para fazer contato com a direção do estabelecimento. Aí que a coisa emperra, porque o produtor não tem tempo pra isso.

O problema do pequeno número de agricultores familiares participando do PNAE não acontece apenas em Leopoldina. Para Cimar, “esta carência acontece em muitos municípios“. Ele chamou atenção para o fato de que “em Leopoldina são 10 mil alunos, almoçando e jantando todos os dias. Se pensarmos em âmbito regional, este número é muito maior. O ideal seria que os agricultores familiares atendessem as demandas das escolas, o que não ocorre atualmente.

SEMINARIO PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR 2O presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS), Djanir Baquero (foto) e Ricardo Reis Junqueira, Diretor Comercial da COOPLESTE, acompanharam a entrevista com o extensionista Cimar, realizada na sede da Cooperativa Leste. Através desta matéria, ficaram claros alguns aspectos importantes, dentre eles as atuais dificuldades enfrentadas pelos produtores para venderem suas produções pelo PNAE, pois eles não têm tempo para ir nas escolas, fazer contrato com cada uma das direções para entregar estes produtos, o que sinaliza para a necessidade de que uma pessoa ou setor possa auxiliar os produtores. “A Emater faz o cadastramento dos produtores, mas é preciso auxiliar os agricultores familiares do ponto de vista burocrático. As escolas podem comprar individualmente de cada produtor credenciado através do PRONAF e podem comprar também através de cooperativas. Podem se cadastrar pelo PRONAF aqueles produtores que tenham 50% de sua renda vinda da agricultura familiar, e eles podem ser proprietários, parceiros, meeiros ou arrendatários“, esclareceu Cimar, mencionando como exemplo que “a rede municipal de ensino de Leopoldina pediu 10 mil tangerinas pokans e não temos produção em Leopoldina, não tem ninguém para atender”, observou.

O VIGILANTE ONLINE
Reportagem e fotos: Júlio Cesar Martins

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